
Glauco, que nasceu em 1957 em Jandaia do Sul, no Paraná, começou a carreira como cartunista nos anos 70, no jornal Diário da Manhã, de Ribeirão Preto, com a tirinha Rei Magro e Dragolino, sobre um rei que gostava de fumar maconha e de um dragão que o enfrentava, mas que também era chegado na droga.
Em 1976 ele foi premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, o que o projetou para a grande imprensa. Ele começou a publicar suas tiras na Folha de S.Paulo em 1984, criando personagens como o próprio Geraldão e também outros como Casal Neuras, em que homem e mulher tentam se fazer de modernos e desencanados, mas na verdade morrem de ciúmes um do outro. Seus trabalhos também foram publicados por revistas como Circo, Chiclete com Banana e Geraldão, editadas pela Circo Editorial, que foi um marco dos quadrinhos no Brasil.
Também merecem destaque Doy Jorge, um sujeito viciado em drogas pesadas, Dona Marta, mulher de meia idade que ficou para titia e resolve cantar qualquer homem que apareça pela frente, e Zé do Apocalipse, homem que acredita que o Brasil é o berço de uma nova raça e passa a pregar em qualquer praça pública.
Na série Los Três Amigos, feita em parceria com os amigos Angeli e Laerte, os personagens eram os próprios cartunistas. As histórias mostravam bandoleiros loucos por drogas e sexo e eram recheadas de clichês dos filmes de faroeste.
O artista também se aventurou fora do mundo dos quadrinhos e foi roteirista de programas como TV Pirata e TV Colosso, da Rede Globo. O cartunista inspirou o colega Angeli a criar o personagem Rhalah Rikota.
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